A Sociedade Filarmónica Olhalvense

A Sociedade Filarmónica Olhalvense - S.F.O.
Embora a sua fundação oficial esteja datada de 30 de Novembro de 1918, existem provas de que no último quarto do século XIX, já existia a Philarmónica D'Olhalvo, tendo como actividade única a Banda de Música, como descreve o jornal O Sol no n.º 8 da sua publicação da época, referenciando a actuação da cita Banda na festa de Nossa Sr.ª da Conceição em Santa Catarina. Esta Philarmónica D'Olhalvo manteve a sua actividade até aos primeiros anos de 1900, já que no meio rural onde estava envolvida a escassez de meios financeiros e administrativos, levo-a à inoperância.
Mas, a apetência para a música e para o associativismo não se esgota, nem se esvaiu na sequência da inoperância da Philarmónica D'Olhalvo. Surge uma TUNA, nesse mesmo ano com, alguns dos intelectuais e dos mais abastados da freguesia, na qual se agregam os restantes instrumentistas da citada Philarmónica D'Olhalvo. Esta TUNA segue a sua actividade até 1918.

No dia 30 de Novembro de 1918, Francisco Henriques Damião, Francisco Santos Lagarto e Francisco Carvalho dão como fundada a Sociedade Filarmónica Olhalvense. Esta nova associação veio suprimir a lacuna na qual permitisse a todos os Olhalvenses aprender e executar a arte da Música. A criação de uma Escola de Música nos anos imediatos à fundação da Socidade Filarmónica Olhalvense permitiu manter activa e renovada a Banda de Música.

No entanto a vida sócio-cultural da S.F.O. estendeu-se a outras actividade. Em 1940 surgiu o Grupo Cénico de Olhalvo, implantado dentro da S.F.O.. Esta actividade perdura até ao ano de 1969.

No ano de 1945 foi criada mais uma secção da S.F.O., que se junta à Banda de Música e ao Teatro, tratou-se da Orquestra  Cristal, que para além dos acompanhamentos musicais ao teatro exibia-se por si só. Mantendo-se em actividade até 1955, a quando da criação de um outro agrupamento musical com as mesmas funções e com a realização de bailes, fazendo perdurar a sua actividade até 1963. Em 1974 nasce outra nova formação, o Primavera 74, que se dedicava a abrilhantar bailes.

Em 1978 é criada outra secção na S.F.O., tratou-se da Marcha Popular da Sociedade Filarmónica Olhalvense, que no ano seguinte, em 1979, passa a designar-se de Rancho Folclórico da Sociedade Filarmónica Olhalvense. Mais tarde, em 1982 seguindo as normas federativas do folclore nacional passa a designar-se de Rancho Folclórico e Etnográfico da Sociedade Filarmónica Olhalvense.

Em 1980 surge no seio da S.F.O. uma nova secção, a de Secção Convívios Musicais, incidindo a sua actividade na realização de Matinés aos domingos e feriados, e eventos com grupos e solistas musicais da actualidade, como é o caso de Sitiados, Quinta do Bill, Delfins, Despe & Siga, Paulo Gonzo, Quim Barreiros, Excesso, Tentações, Tony Carreira, entre outros.

Em 1984 é criada outra secção
na S.F.O., a Secção de Carnaval, responsável pela realização do Carnaval do ZéPovinho, com imponentes corsos carnavalescos, bailes de carnaval e concursos de máscaras.

Em 1982, com a conclusão da cobertura do pavilhão gimnodesportivo, foi criada a Secção de Desporto, que com o decorrer dos anos desbobra-se em mais duas secções. Assim a Secção de Desporto passa a desenvolver actividades relacionadas com o futebol de 5, no pavilhão gimnodesportivo, e com o futebol de 11 nas instalações herdadas ao União Clube de Olhalvo, que desde 1989 são pertenças da S.F.O., com a realização dos seus afamados Torneios Macieira. A Secção de Ginástica, implantada em 1993 passa a desenvolver apenas actividades gimnísticas, nomedamente acrobática desportiva e fitness. E a Secção de Hoquei em Patins, implantada em 1996 que passa a desenvolver a modalidade do Hoquei em Patins em três escalões etários: infantis, iniciados e juvenis, herdando assim as glórias do Juventude Hóquei Clube de Olhalvo, que existiu nos anos cinquenta.

Faz-se lembrar que a S.F.O. tem sede e pavilhão próprios na Rua D. Manuel da Cunha n.º 2, e campo de futebol 11 na Rua do Vale, no lugar e freguesia de Olhalvo. Inscrita na Federação Portuguesa das Colectividades sob o n.º 472. Teve os seus primeiros estatutos registados no Governo Civil de Lisboa em 4 de Março de 1957, sendo remodelados em 17 de Abril de 1996 e registados no Cartório Notarial de Alenquer. Conta actualmente com 800 associados.

Conjunto de galardões com que tem sido distinguida ao longo da sua existência:
- 1961 - Diploma de Generosidade e Filantropia atribuido pela Federação Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio.
- 1968 - Medalha Cinquentenária atribuída pela Federação
Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio.
- 1969 - Galardão relativo ao 3º lugar obtido no 1º Concurso de Bandas Civis - 2ª Categoria, realizado na Feira Nacional de Agricultura, em Santarém.
- 1993 - Medalha de Mérito Associativo, atribuído por ocasião das Bodas de Diamante, atribuído pela Federação
Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio.
- 1996 - Medalha de Mérito Municipal Grau Ouro, atribuída pela Câmara Municipal de Alenquer.

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